Ibovespa fecha acima dos 188 mil pontos com segunda semana seguida de alta superior a 3%
Bolsa encerra a 188.052 pontos, alta de 3,58% na semana. Petrobras recua 3% e risco fiscal segue no radar.
Bolsa encerra a 188.052 pontos, alta de 3,58% na semana. Petrobras recua 3% e risco fiscal segue no radar.
Segunda semana consecutiva de forte alta
O Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (2) aos 188.052 pontos, consolidando a segunda semana consecutiva com valorização superior a 3%. No acumulado dos últimos cinco pregões, o principal índice da bolsa brasileira avançou 3,58%, impulsionado pelo fluxo de capital estrangeiro e pela expectativa de um acordo diplomático no Oriente Médio que derrubou os preços do petróleo, conforme acompanhou o InfoMoney.
Petrobras na contramão
Nem tudo é euforia. A Petrobras recuou cerca de 3% no pregão, pressionada pela queda do barril de petróleo e pela crescente interferência política na estatal. A companhia segue sendo tratada pelo governo como instrumento de política pública em vez de empresa que deve gerar valor ao acionista. A queda da petroleira, que tem peso relevante no índice, mostra que a alta do Ibovespa veio apesar do governo, não por causa dele.
Otimismo com cautela
O rali das últimas duas semanas tem raízes externas: o alívio geopolítico no Oriente Médio, a sinalização do Federal Reserve sobre possível corte de juros nos Estados Unidos e a rotação global de capital para mercados emergentes. São fatores positivos, mas temporários. O investidor que confunde vento favorável com fundamento sólido pode se surpreender quando a maré virar.
Risco fiscal não desapareceu
Enquanto o mercado celebra, os números fiscais brasileiros continuam deteriorando. O déficit primário do governo central segue acima de 1% do PIB, a dívida bruta caminha para 80% e o Executivo não apresentou nenhuma medida concreta de contenção de gastos. A alta da bolsa pode mascarar, mas não resolve, o desequilíbrio estrutural das contas públicas.
O que esperar
A sustentabilidade desse movimento depende menos do humor global e mais da capacidade — ou disposição — do governo brasileiro de apresentar um arcabouço fiscal crível. Sem isso, o Ibovespa pode até renovar máximas nominais, mas o investidor de longo prazo sabe que crescimento real exige fundamentos reais. Celebrar a alta sem cobrar responsabilidade fiscal é o caminho mais curto para a próxima frustração.
Fontes: InfoMoney
Fontes
- InfoMoney — https://www.infomoney.com.br/mercados/ibovespa-hoje-bolsa-de-valores-ao-vivo-02042026/