Ibovespa desaba 3,28% com guerra no Oriente Médio e aversão global ao risco
Bolsa brasileira tem maior queda desde dezembro de 2025. Conflito no Irã eleva petróleo, derruba mercados globais e reverte rali de estrangeiros na B3.
Bolsa brasileira tem maior queda desde dezembro de 2025. Conflito no Irã eleva petróleo, derruba mercados globais e reverte rali de estrangeiros na B3.
O Ibovespa fechou em queda de 3,28% nesta quinta-feira (3), a 183.104 pontos — o menor patamar de fechamento desde 5 de fevereiro e a maior queda percentual desde dezembro de 2025. O movimento acompanhou a aversão global ao risco provocada pela escalada da guerra no Oriente Médio, conforme reportado pela CNN Brasil.
O que derrubou o mercado
O conflito entre Estados Unidos e Irã entrou no quarto dia sem sinais de desescalada. Segundo a InfoMoney, o presidente Donald Trump sinalizou continuidade dos ataques, o que fez o petróleo disparar e os índices de ações despencarem ao redor do mundo.
Os principais impactos no mercado brasileiro:
- Ibovespa: -3,28%, a 183.104 pontos
- Petrobras: perdeu mais de 3% com a pressão sobre commodities
- Bancos: setor que vinha puxando a alta recente também recuou
O rali interrompido
A queda de hoje interrompe um rali sustentado por investidores estrangeiros, que haviam ingressado com mais de R$ 53 bilhões na B3 em 2026 — a melhor marca desde 2022, segundo dados da própria B3. O fluxo externo tinha levado o Ibovespa a bater 10 recordes históricos só em fevereiro.
Dólar e juros
O dólar subiu acompanhando o movimento global de busca por proteção. De acordo com o Seu Dinheiro, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, sinalizou cautela na condução da política monetária, “ganhando tempo” diante da incerteza geopolítica.
O que observar amanhã
O mercado opera em compasso de espera pela posição dos EUA em relação ao Irã. Qualquer sinal de cessar-fogo pode reverter parte da queda. Por outro lado, uma escalada adicional do conflito pode aprofundar as perdas e pressionar o câmbio.
Fontes: CNN Brasil, InfoMoney, Seu Dinheiro
Fontes
- cnnbrasil.com.br
- infomoney.com.br
- seudinheiro.com