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Mercado & Economia 4 min de leitura

Guerra no Irã ameaça economia brasileira: petróleo acima de US$ 100, risco de estagflação

Conflito no Oriente Médio empurra petróleo acima de US$ 100, adiciona 0,6pp à inflação e congela cortes na Selic.

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TL;DR · 4 min de leitura

Conflito no Oriente Médio empurra petróleo acima de US$ 100, adiciona 0,6pp à inflação e congela cortes na Selic.

Petróleo acima de US$ 100 e o Brasil na linha de tiro

A escalada do conflito militar no Irã empurrou o preço do barril de petróleo para além dos US$ 100, patamar que não era registrado de forma sustentada desde 2022. Segundo análise da Gazeta do Povo, o impacto sobre a economia brasileira pode ser severo: estimativas apontam adição de até 0,6 ponto percentual na inflação acumulada, pressionando um IPCA que já flerta com o teto da meta.

Selic congelada: adeus aos cortes

O cenário de guerra no Oriente Médio atingiu diretamente as expectativas de política monetária. Os cortes na Selic, que o mercado já projetava com cautela, agora estão efetivamente congelados. Com o petróleo pressionando combustíveis, transporte e alimentos, o Banco Central não terá espaço para reduzir juros sem comprometer sua credibilidade. O resultado prático: crédito mais caro por mais tempo, investimento travado e crescimento econômico sufocado.

O fantasma da estagflação

A combinação é tóxica: inflação em alta e crescimento em baixa. O Brasil caminha perigosamente para um cenário de estagflação — o pior dos mundos para trabalhadores, empresários e investidores. A atividade econômica já mostrava sinais de desaceleração antes do conflito. Com o choque externo do petróleo, a tendência se agrava. O PIB projetado para 2026, que já era modesto, pode ser revisado para baixo nas próximas semanas.

Governo sem plano B

O que mais preocupa é a ausência de preparo do governo federal. Não há reserva estratégica de combustíveis ativada, não há plano de contingência fiscal apresentado e a Petrobras segue sem autonomia real para ajustar preços ao mercado internacional. A Gazeta do Povo destaca que a fragilidade fiscal brasileira amplifica o impacto de qualquer choque externo — e este governo, com sua política de gastos expansionista, deixou o país sem colchão de proteção.

Fragilidade estrutural exposta

A guerra no Irã não criou os problemas fiscais do Brasil, mas os escancarou. Um país com contas equilibradas, reservas robustas e uma estatal livre de ingerência política absorveria esse choque com muito menos dano. O que estamos vendo é o preço de anos de irresponsabilidade fiscal: quando a crise externa bate à porta, não há defesa interna. O brasileiro pagará essa conta na bomba de combustível, no supermercado e nos juros do cartão de crédito.

Fontes: Gazeta do Povo

Fontes

  • Gazeta do Povo — https://www.gazetadopovo.com.br/economia/guerra-ira-impacto-petroleo-dolar-economia-brasil/

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