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Mercado dá 90% de avaliação negativa ao governo Lula, revela pesquisa Quaest

Pesquisa Quaest revela que 90% dos agentes financeiros desaprovam o governo Lula, refletindo insatisfação com o pacote fiscal e a interferência estatal na economia.

Por Rodrigo Vasconcelos · Colunista

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TL;DR · 4 min de leitura

Pesquisa Quaest revela que 90% dos agentes financeiros desaprovam o governo Lula, refletindo insatisfação com o pacote fiscal e a interferência estatal na economia.

Em 4 de dezembro de 2024, a pesquisa Quaest divulgada pela CNN Brasil indicou que 90% dos agentes do mercado financeiro avaliaram o governo Lula de forma negativa. Esse índice, que já havia sido registrado em março de 2023, representa o pior ponto desde o início da pesquisa. Apenas 3% dos entrevistados manifestaram opinião favorável, enquanto 7% consideraram a gestão regular. O levantamento entrevistou economistas de 105 fundos de investimento entre 29 de novembro e 3 de dezembro. cnnbrasil.com.br

Enquanto o número de 90% sinaliza forte insatisfação, a análise da Tendência Consultoria demonstra que a controvérsia sobre os dividendos extraordinários da Petrobras revela um ambiente de incerteza institucional. Segundo a Fonte 3, a decisão de reter R$ 49 bilhões em dividendos gerou perdas de 56 bilhões de reais em valor de mercado, evidenciando a repercussão de intervenções políticas nas expectativas dos investidores. A situação fiscal tem sido ainda mais complexa com a recente Medida Provisória 1376, que prevê renegociação da dívida rural com juros de até 5% ao ano e potencial absorção de R$ 100 bilhões. Esses episódios corroboram a visão de que o desarranjo das contas públicas está atingindo níveis historicamente críticos.

Este artigo propõe analisar como o desequilíbrio entre indicadores macroeconômicos e a percepção da sociedade reflete um risco estrutural nas contas públicas. Ao cruzar os dados de avaliação de mercado com os casos de renegociação da dívida rural e crédito ao Estado do Amapá, demonstra‑se que a confiança dos investidores está sendo corroída por decisões que priorizam ganhos políticos sobre sustentabilidade fiscal. A pesquisa Quaest, embora sem margem de erro estatística, revela que a rejeição de 90% do mercado financeiro se deve à combinação de déficits persistentes e medidas de contenção vistas como insuficientes. Assim, o texto buscará mostrar que o pessimismo do mercado não é apenas reação a políticas pontuais, mas sintoma de um desequilíbrio mais profundo que pode impactar o crescimento econômico no médio prazo. tudooknoticias.com.br

Avaliação negativa de 90% do mercado financeiro desmistifica discurso otimista

De acordo com levantamento da cnnbrasil.com.br, a avaliação negativa do governo Lula entre os agentes do mercado financeiro atingiu o patamar de 90% em dezembro de 2024. A pesquisa Genial/Quaest revelou que apenas 3% dos profissionais consultados possuem uma visão positiva sobre a gestão atual, enquanto 7% a consideram regular. Esse cenário reflete um descontentamento profundo com a condução das políticas econômicas pelo Executivo. O índice de rejeição entre os especialistas demonstra que o otimismo pregado pela gestão não encontra eco nos principais centros de decisão financeira do país.

A trajetória de confiança do mercado apresenta uma queda acentuada desde o período de maior aprovação, ocorrido em julho de 2023. Naquela ocasião, o governo contava com o apoio dos agentes econômicos devido ao avanço do novo arcabouço fiscal e da reforma tributária no Congresso, conforme detalhado pela cnnbrasil.com.br. Entretanto, a percepção mudou drasticamente após o anúncio de um pacote de contenção de gastos previsto para o biênio 2025-2026. O mercado interpretou as medidas de R$ 70 bilhões como insuficientes e criticou a decisão de promover a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil simultaneamente ao corte de despesas.

Essa desconexão entre a retórica governamental e a realidade fiscal sinaliza um risco crescente para a estabilidade econômica. Ao tentar equilibrar o corte de gastos com medidas de popularidade tributária, o governo acaba por minar a credibilidade de suas próprias reformas. O resultado é um ambiente de incerteza que afasta o capital produtivo e dificulta o planejamento de longo prazo por parte dos investidores.

Centralização de decisões e novas medidas tributárias geram resistência

O presidente Lula tem adotado uma postura de comando absoluto sobre as diretrizes de seu governo, o que gera críticas sobre a centralização de poder. Segundo informações do tudooknoticias.com.br, o mandatário tem eximido ministros, como Fernando Haddad, de responsabilidades diretas ao afirmar que as ações seguem ordens estritas de sua própria condução. Esse modelo de gestão é visto por críticos como uma forma de suprimir o debate interno e concentrar as decisões em um núcleo restrito. A estrutura de comando centralizada acaba por dificultar a autonomia técnica necessária para a gestão de áreas complexas como a Fazenda.

A busca por novas fontes de receita tem se manifestado por meio de medidas que elevam a pressão sobre o setor produtivo. A implementação da Medida Provisória 1227, relatada pelo tudooknoticias.com.br, impõe novas taxações sobre empresas com o objetivo de ampliar a arrecadação estatal. Economistas alertam que esse aumento da carga tributária pode desestimular novos investimentos e comprometer o crescimento do Produto Interno Bruto. O governo parece priorizar o incremento imediato do caixa em detrimento de políticas que fomentem a expansão econômica sustentável.

O ministro Fernando Haddad enfrenta o desafio de tentar conciliar as bases ideológicas do Partido dos Trabalhadores com as exigências de responsabilidade fiscal do mercado. Contudo, a dificuldade em realizar cortes reais de subsídios e benefícios resulta em políticas que parecem inconclusivas para ambos os lados. Essa tentativa de manter o equilíbrio entre o gasto público e a necessidade de arrecadação acaba gerando um cenário de estagnação política e econômica.

Intervenção em estatais agrava perdas de mercado e gera conflitos internos Em 14 de março de 2024 o Conselho da Petrobras decidiu reter os dividendos extraordinários avaliados em R$ 49 bilhões, conforme apuração do Estadão, colocando o presidente da empresa, Jean Paul Prates, em rota de colisão com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira tendencias.com.br. A decisão gerou um encontro entre o presidente Lula, ministros e diretores da estatal na segunda‑feira seguinte, após o qual as ações da Petrobras perderam R$ 56 bilhões de valor de mercado. As declarações contraditórias do presidente logo depois agravaram ainda mais as perdas, segundo a mesma fonte. Segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 4 de dezembro de 2024, 90% dos agentes econômicos veem o governo Lula de forma negativa, enquanto apenas 3% consideram a gestão positiva cnnbrasil.com.br. Esse pessimismo do mercado reflete a desconfiança em relação a intervenções estatais que, segundo os investidores, aumentam o risco e reduzem a previsibilidade dos retornos. O contraste entre a avaliação negativa ampla e os episódios específicos de conflito nas estatais ajuda a explicar por que a confiança do setor financeiro permanece baixa. Historicamente, o governo tem usado estatais como instrumento de política industrial, mas a repetição de decisões que privilegiam interventistas temerosos do mercado tem criado um padrão de volatilidade nas ações das empresas controladas. Essa prática não apenas erosiona o valor de acionistas minoritários, como também alimenta disputas internas entre os gestores das empresas e os membros do gabinete, dificultando a definição de estratégias de longo prazo. O resultado é um ciclo em que a intervenção gera perdas de mercado, que por sua vez aumentam a pressão política por novos interferências.

Vandalismo fiscal e captura parlamentar ampliam desequilíbrio fiscal Em julho de 2026 o governo anunciou a Medida Provisória 1376/2026, que cria um programa de renegociação de dívidas rurais com juros de até 5 % ao ano e potencial de atingir R$ 100 bilhões, garantido por um fundo com aporte da União estadao.com.br. A medida foi apresentada com fanfarra como forma de aliviar o endividamento do setor agropecuário, que segundo o IBGE responde por 5,9 % do PIB nacional. Apesar do apelo ao apoio ao campo, a iniciativa levanta questões sobre o uso de recursos públicos para beneficiar um segmento que já detém forte influência no Congresso. Segundo análise do Tudo ok Notícias de 19 de junho de 2024, o aumento persistente do custo de vida tem pressionado as contas públicas e mostrado a dificuldade do governo em equilibrar gastos com a necessidade de atender a demandas setoriais tudooknoticias.com.br. Essa pressão fiscal, combinada com a força de blocos parlamentares organizados, facilita a aprovação de concessões que, embora beneficiem grupos específicos, ampliam o déficit e distorcem a alocação de recursos. A percepção de que o Estado está mais disposto a conceder favores a quem tem poder de negociação no Legislativo reforça a ideia de um “vandalismo fiscal” que privilegia interesses particulares sobre o equilíbrio macroeconômico. A combinação de medidas de crédito direcionadas, como o empréstimo de R$ 536 milhões ao Amapá com garantia da União apesar de inadimplências anteriores, e da sobre‑representação do agronegócio no Congresso cria um ambiente onde o gasto público tende a ser direcionado para atender a demandas de grupos bem organizados, muitas vezes em detrimento de ajustes estruturais necessários. Essa captura parlamenta‑setorial reduz a margem de manobra para políticas de contenção de despesas e aumenta a probabilidade de que novos estímulos fiscais sejam aprovados sem uma análise rigorosa de seu impacto sustentável. Consequentemente, o déficit estrutural tende a se aprofundar, deixando a economia mais vulnerável a choques externos e limitando a capacidade do Estado de investir em áreas de longo prazo, como educação e infraestrutura.

Contexto por tras dos numeros: riscos de desgaste fiscal e polarizacao economica

A avaliacao negativa de 90% do mercado ao governo Lula, conforme pesquisa Quaest/Genial em dezembro de 2024, reflete a insatisfacao com a inconsistencia politica e fiscal. A crise de confiança e rooted em medidas contraditórias, como a reforma tributária, que avançava em julho de 2023, e a posterior suspensão de ajustes, acompanhada por pacotes de gastos insuficientes e isenção do IR para renda media baixa Fonte 1. Além disso, a interferência em estatais como Petrobras e Vale, demonstrada na divisão sobre dividendos e nomes de diretoria, alimenta a percepcao de intervencionismo economico que desestabiliza investimentos Fonte 3.

A discrepancia entre os indicadores economicos positivos e a percepcao negativa da sociedade, destacada por Lula em março de 2026, evidencia uma lacuna estrutural entre dados e realidade. Enquanto o PIB mantem crescimento, a inflacao persistente e a desconfiança no manejo de recursos publicos, como visto na negativa avaliacao doministério da Fazenda, geram um clima de incerteza Fonte 4. O mercado tambem reage a sinais de centralização de poder, como a rejeicao de políticas que misturam prioridades ideológicas e técnicas, sem transparência Fonte 2.

O risco maior esta na combinacao de politicas fiscais precárias e no uso de recursos publicos para fins eleitorais, como a renegociacao de dívida rural ou creditos ao Amapá, que agravam a desgaste das contas publicas. Essas ações, juntamente com a falta de consenso sobre reformas estruturais, correm o risco de esgotar o espaco fiscal disponivel antes da crise, forçando medidas mais radicais que poderiam intensificar a rejeicao do mercado Fonte 6. A situacao atual depende de uma correcao que equilibre rigor fiscal, respeito a autonomia das empresas estatais e comunicacao clara com o eleitorado, sem ceder a pressoes de ambos os lados.

A pesquisa Quaest de dezembro de 2024 expôs um abismo de confiança entre o mercado financeiro e o governo, com 90% dos agentes avaliando a gestão negativamente. Esse cenário se agravou com a interferência política em estatais como a Petrobras e a Vale, gerando perdas bilionárias de valor de mercado. O editorial do Estadão de hoje classifica o momento como de vandalismo fiscal, citando renegociações de dívidas rurais e operações de crédito para estados aliados como exemplos da captura parlamentar do orçamento. A combinação desses fatores cria um ciclo vicioso que afasta investimentos e pressiona a dívida pública.

O anúncio de medidas fiscais insuficientes no final de 2024, atrelado a promessas de isenção de Imposto de Renda, sinalizou que o ajuste das contas não é prioridade política real. Com a proximidade do ciclo eleitoral de 2026, a tendência é de expansão de gastos via emendas e programas setoriais, dificultando o cumprimento de metas fiscais. O ministro Haddad mantém avaliação pessoal superior à do governo, mas sua margem de manobra depende de decisões centralizadas no Planalto. Até quando o custo da instabilidade será pago apenas pelo contribuinte?

Perguntas Frequentes

Por que o mercado financeiro avalia o governo Lula tão negativamente? A percepção majoritária é de deterioração fiscal, interferência em estatais e falta de compromisso com o controle de gastos estruturais.

O que significa vandalismo fiscal no contexto atual? Refere-se ao descontrole dos gastos públicos impulsionado por pressões parlamentares e medidas de governo sem lastro orçamentário.

Quais foram as principais interferências em estatais citadas nas fontes? Destacam-se a retenção de dividendos da Petrobras e a influência política na sucessão da presidência da Vale.

Como o pacote fiscal de novembro de 2024 foi recebido? Foi mal recebido por ser considerado insuficiente e por ter sido anunciado junto com a promessa de isenção de IR até R$ 5 mil.

Qual o impacto da captura parlamentar no orçamento de 2026? Facilita a aprovação de benefícios setoriais, como a renegociação da dívida rural e créditos para estados aliados, em troca de apoio político.

Fontes
  • cnnbrasil.com.br — https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/avaliacao-do-governo-lula-e-negativa-para-90-do-mercado-diz-quaest
  • tudooknoticias.com.br — https://tudooknoticias.com.br/destaque/o-fracasso-do-governo-lula-e-a-critica-a-gestao-economica
  • tendencias.com.br — https://tendencias.com.br/a-mao-pesada-do-governo-lula-na-economia-pesadelo-a-vista-estadao
  • infomoney.com.br — https://www.infomoney.com.br/politica/situacao-economica-e-boa-mas-percepcao-da-sociedade-nao-e-diz-lula/amp
  • investnews.com.br — https://investnews.com.br/economia/lula-diz-que-criticas-de-mercado-e-a-esquerda-o-farao-governar-pelo-centro/amp
  • estadao.com.br — https://www.estadao.com.br/economia/luis-eduardo-assis/vandalismo-fiscal/

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