Brasileirão 2026 divide direitos entre Globo e CazéTV pelo 2º ano
Brasileirão 2026 repete a divisão de transmissões de 2025: Globo cobre os clubes da Libra e a CazéTV exibe uma partida por rodada dos times da FFU.
Brasileirão 2026 repete a divisão de transmissões de 2025: Globo cobre os clubes da Libra e a CazéTV exibe uma partida por rodada dos times da FFU.
O Brasileirão 2026 voltou às telas no dia 28 de janeiro com o mesmo desenho comercial da temporada anterior: os direitos de transmissão da Série A seguem repartidos entre dois blocos de clubes, cada qual com acordos próprios e plataformas distintas. Não houve unificação, não houve simplificação. O torcedor continua precisando saber de qual liga é o clube mandante antes de procurar onde assistir ao jogo.
A divisão opõe a Libra, que fechou exclusividade com a Globo, à Futebol Forte União (FFU), cujos jogos chegam ao público principalmente pela CazéTV, canal do YouTube do comunicador Casimiro Miguel. Conforme apurado pelo mktesportivo.com, o modelo nasceu em 2024, quando os clubes passaram a negociar direitos de imagem de forma descentralizada, amparados pela Lei do Mandante.
Sancionada em 2021, essa lei garantiu ao clube da casa o direito exclusivo de negociar a exibição de suas partidas. Antes dela, os acordos exigiam a concordância das duas equipes envolvidas, o que, na prática, dava à Globo poder de veto sobre qualquer negociação paralela. A mudança abriu espaço para novos competidores e criou o mapa fragmentado que o torcedor enfrenta hoje.
Como funciona cada bloco
A Libra reúne dez clubes: Atlético Mineiro, Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo e Vitória. Todos têm exclusividade da Globo, seja na TV aberta, no SporTV ou no Premiere. Segundo o Meio e Mensagem, a emissora tem direito a oito partidas exclusivas e uma não exclusiva por rodada: um jogo na TV aberta por rodada, dois no canal pago e os demais no Premiere.
No lado oposto, a FFU agrupa Athletico Paranaense, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Mirassol e Vasco. A CazéTV, em parceria com o YouTube, exibe uma partida por rodada desse bloco. Como registrou o Lance!, esta é a segunda temporada do canal no campeonato, com patrocinadores como Amstel, Casas Bahia, Claro e PagBank na grade.
O modelo não impede que a Globo transmita jogos da FFU. A emissora mantém acordos com os dois blocos. A diferença está em quem detém a exclusividade de cada clube e, portanto, quem recebe a maior fatia da receita.
O que mudou e o que ficou igual
Para o torcedor comum, a experiência de 2026 é praticamente idêntica à de 2025. A fragmentação permanece, o hábito de checar a qual liga pertence o clube mandante também. Quem acompanha o mercado de transmissões esportivas, como o fute.blog, já notou que a estabilidade dos acordos sinaliza que nenhum dos dois blocos pretende renegociar antes do vencimento dos contratos vigentes.
Do ponto de vista econômico, a manutenção do formato tem lógica clara: a concorrência entre Globo e CazéTV por audiência elevou os valores pagos pelos direitos, algo que não ocorria quando a emissora carioca detinha controle unificado do campeonato. Os clubes, em conjunto, passaram a capturar mais receita de transmissão do que no modelo anterior, o que fortalece o argumento dos blocos para manter a estrutura.
O risco, pouco discutido, é o da experiência do consumidor. Multiplataforma pode significar mais acesso, mas também pode significar mais assinaturas necessárias para acompanhar o próprio time ao longo da temporada. O torcedor de renda média que já paga Premiere ainda precisa abrir o YouTube para ver jogos adversários ou fases de mata-mata que cruzem os dois blocos.
A temporada terá 38 rodadas. Os contratos com Globo e CazéTV foram firmados por múltiplos anos, o que significa que o modelo atual deve persistir ao menos até o próximo ciclo de renovação. A pergunta que o mercado vai responder até lá é se a audiência fragmentada converte patrocínio suficiente para todos os lados, ou se o torcedor, no fim, é quem subsidia a disputa.
Perguntas frequentes
Onde assistir ao Brasileirão 2026? Depende do clube mandante. Jogos de times da Libra (Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro, entre outros) são transmitidos pela Globo, no canal aberto, no SporTV ou no Premiere. Partidas de clubes da FFU (Corinthians, Vasco, Botafogo, Fluminense, entre outros) vão para a CazéTV e YouTube.
Quais clubes fazem parte da Libra e da FFU no Brasileirão 2026? A Libra reúne Atlético Mineiro, Bahia, Flamengo, Grêmio, Palmeiras, Red Bull Bragantino, Remo, Santos, São Paulo e Vitória. A FFU tem Athletico Paranaense, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Fluminense, Internacional, Mirassol e Vasco.
O que é a Lei do Mandante? Sancionada em 2021, a lei garante ao clube que joga em casa o direito exclusivo de negociar a transmissão do confronto. Antes dela, qualquer acordo de direitos exigia a concordância das duas equipes envolvidas, concentrando poder nas emissoras com maior capacidade de barganha.
A CazéTV transmite todos os jogos da FFU? Não. O canal exibe uma partida por rodada entre os clubes da FFU. Os demais jogos do bloco podem ser transmitidos por outras plataformas conforme os acordos individuais de cada clube mandante.
- mktesportivo.com — https://www.mktesportivo.com/2026/01/onde-assistir-brasileirao-2026-mantem-divisao-de-transmissoes-entre-libra-e-ffu/
- meioemensagem.com.br — https://www.meioemensagem.com.br/midia/brasileirao-2026-onde-assistir-e-patrocinadores
- lance.com.br — https://www.lance.com.br/lancebiz/onde-assistir-ao-brasileirao-2026-entenda-divisao-dos-direitos-de-transmissao.html