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Brasilia 4 min de leitura

Dívida sobe R$ 200 bi em 1 mês e pode bater R$ 10 tri com Lula

Dívida pública federal atingiu R$ 8,84 trilhões em fevereiro de 2026, com alta de R$ 199 bi em 30 dias. Déficit do governo Lula é o pior desde o Plano Real.

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TL;DR · 4 min de leitura

Dívida pública federal atingiu R$ 8,84 trilhões em fevereiro de 2026, com alta de R$ 199 bi em 30 dias. Déficit do governo Lula é o pior desde o Plano Real.

A dívida pública federal bateu R$ 8,840 trilhões em fevereiro de 2026, segundo o Tesouro Nacional. Em exatos 30 dias, o estoque cresceu R$ 199,62 bilhões. Fazendo a conta mais simples do mundo: R$ 6,65 bilhões jogados no lixo por dia.

Juros que devoram o orçamento

Do salto de quase R$ 200 bilhões, R$ 73,87 bilhões foram exclusivamente de juros apropriados no mês. Isso não é acidente nem herança maldita. É a Selic que vigorava a 15% ao ano em fevereiro — a maior taxa em quase duas décadas —, funcionando sobre um orçamento que o governo se recusa a equilibrar. Quase metade da dívida, exatamente 48,3%, está atrelada à Selic. Cada décimo de ponto que o Banco Central mantém os juros altos para conter a inflação gerada pelo descontrole fiscal engorda automaticamente o estoque da dívida. O governo cria o problema, paga por ele, e manda a fatura para o contribuinte.

O pior resultado desde o Plano Real

O economista Fabio Giambiagi calculou que o déficit nominal médio do governo Lula entre 2023 e 2026 deve atingir 8,6% do PIB, o pior desempenho desde a implementação do Plano Real em 1994, segundo a Gazeta do Povo. No governo Bolsonaro, esse índice foi de 7% do PIB. No segundo mandato do próprio Lula, entre 2007 e 2010, foi de apenas 2,6%.

Na prática, o terceiro mandato de Lula é fiscalmente mais destrutivo do que o primeiro e o segundo somados. E o governo projetou para o fim de 2026 uma dívida de R$ 10,3 trilhões. Para rolar os vencimentos do ano, o Tesouro precisará de R$ 1,678 trilhão, alta de 15% em relação a 2025, conforme apontado pela CNN Brasil.

Inflação bate na mesa do mais pobre

O mercado financeiro revisou pela terceira semana consecutiva a projeção do IPCA para 2026, subindo para 4,31%. A prévia de março registrou alta de 0,44%, com açaí subindo 29,95%, feijão-carioca 19,69% e ovos 7,54%. Exatamente os itens da cesta básica do eleitor que Lula diz defender.

O PIB projetado para o ano é de 1,82%. Ou seja: inflação acima da meta, crescimento pífio e dívida em trajetória explosiva. A combinação é clássica de economias que perdem o controle fiscal.

O precipício em 2035

O Instituto Fiscal Independente (IFI) e o Ipea já alertaram para risco de colapso fiscal. Sem reversão da trajetória, a dívida pode alcançar 124,9% do PIB em 2035, colocando o Brasil entre as economias mais endividadas do mundo emergente, conforme reportado pela ISTOÉ Dinheiro.

O fato é que R$ 73 bilhões em juros num único mês poderiam financiar anos de saúde, educação e segurança pública. O governo escolheu gastar sem limite em vez de equilibrar as contas públicas.

Fontes

  • Ministério da Fazenda / Tesouro Nacional — https://www.gov.br/fazenda/pt-br/assuntos/noticias/2026/marco/divida-publica-federal-encerra-fevereiro-em-r-8-840-trilhoes-aponta-tesouro-nacional
  • Gazeta do Povo — https://www.gazetadopovo.com.br/economia/lula-encerra-mandato-maior-deficit-nominal-plano-real/
  • ISTOÉ Dinheiro — https://istoedinheiro.com.br/divida-publica-federal-recorde-tesouro
  • CNN Brasil — https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/relatorio-do-tesouro-indica-divida-publica-do-brasil-fora-de-controle/

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