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Lula gasta bilhões em 'bondades', mas pesquisas não se movem

Pacote bilionário de estímulos do governo Lula não surte efeito nas pesquisas eleitorais. Presidente perde no 2º turno para três adversários.

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TL;DR · 4 min de leitura

Pacote bilionário de estímulos do governo Lula não surte efeito nas pesquisas eleitorais. Presidente perde no 2º turno para três adversários.

O governo Lula apostou todas as fichas em um pacote bilionário de estímulos econômicos para tentar turbinar sua imagem antes das eleições de 2026. Isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, expansão do Bolsa Família, microcrédito popular — o cardápio é vasto e o apetite por dinheiro público, insaciável. O problema? O efeito nas pesquisas eleitorais foi próximo de zero. É o que a Gazeta do Povo classificou como ‘modo desespero’.

Pesquisas implacáveis

Os números não mentem. A pesquisa AtlasIntel de 25 de março mostra que Lula empata tecnicamente com Flávio Bolsonaro no segundo turno (47,6% a 46,6% para Flávio) e perde para Tarcísio de Freitas (Gazeta do Povo). Já a Paraná Pesquisas, de 30 de março, aponta empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno, dentro da margem de erro (Pense Jornal).

A desaprovação pessoal de Lula atingiu 61% segundo o PoderData de março, enquanto a reprovação do governo está em 57% (PoderData/Poder360). O bilionário pacote de bondades não comprou sequer um ponto percentual. Gastar o dinheiro do contribuinte, ao que parece, não resolve o problema de credibilidade.

Quem paga a conta?

Enquanto o governo distribui benesses com dinheiro que não tem, o Brasil real sofre as consequências. O endividamento das famílias atingiu 49,7% da renda, com comprometimento de 29,3% incluindo juros e amortizações, segundo o Banco Central. A prévia da inflação de março (IPCA-15) veio em 0,44%, acima da expectativa, e o indicador acumula 3,9% em 12 meses (Agência Brasil).

A dívida pública subiu ao longo do governo Lula e deve atingir 82,4% do PIB em 2026, com pico projetado de 84,2% em 2028, segundo o Tesouro Nacional. São números que qualquer família brasileira entende: a conta chega, e quem paga é o contribuinte.

Mais populismo a caminho

Como o pacote atual não funcionou, o governo agora parte para medidas ainda mais populistas: regulamentação de aplicativos, fim da escala 6x1, corte da chamada ‘taxa das blusinhas’ (Gazeta do Povo). Tudo em ano eleitoral, tudo com a conta sendo enviada para o bolso de quem trabalha.

Economistas do Ibre-FGV e da Austin Ratings alertam que o custo fiscal dessas medidas compromete a sustentabilidade das contas públicas (Gazeta do Povo). O risco, segundo analistas, é que o país entre em uma espiral de gastos eleitorais que pressione ainda mais a inflação e o endividamento — fazendo o contribuinte pagar a fatura de promessas que não se sustentam.

Fontes

  • Gazeta do Povo — https://www.gazetadopovo.com.br/eleicoes/2026/lula-pacote-estimulos-pesquisas-eleitorais-modo-desespero/
  • Pense Jornal — https://www.pensejornal.com.br/noticia/pacote-de-estimulos-nao-gera-efeito-nas-pesquisas-e-lula-ativa-modo-desespero

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