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Lula cria 24 mil cargos e torra R$ 5,3 bi do contribuinte

Governo Lula sanciona maior reestruturação de carreiras do Executivo federal, criando mais de 24 mil cargos públicos com impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026.

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TL;DR · 4 min de leitura

Governo Lula sanciona maior reestruturação de carreiras do Executivo federal, criando mais de 24 mil cargos públicos com impacto de R$ 5,3 bilhões em 2026.

Em pleno ano eleitoral, com juros a 14,75% ao ano e a economia desacelerando, o presidente Lula decidiu que a prioridade do governo federal é inchar a máquina pública. No dia 30 de março, foi sancionado o Projeto de Lei nº 5.874/2025, que autoriza a criação de mais de 24 mil novos cargos públicos e reestrutura carreiras do Executivo federal — a maior movimentação do tipo em um único mandato, segundo o próprio Ministério da Gestão.

A conta? R$ 5,3 bilhões só em 2026, conforme estimativa divulgada pelo Senado Federal. Quem paga é você, contribuinte.

Os números que o governo não quer que você some

Somente na área de educação, são 13.187 cargos para professores e 11.576 para técnicos administrativos — totalizando 24.763 novas posições em instituições federais de ensino. Fora isso, a lei ainda cria 225 vagas na Anvisa e cerca de 1.500 cargos de analistas em outras áreas, segundo a Exame. No total, são mais de 26 mil novas posições.

Do impacto orçamentário, R$ 4,2 bilhões vão para remunerações, gratificações e reestruturação de carreiras, enquanto R$ 1,08 bilhão é destinado a cargos em instituições federais de ensino, de acordo com a Tribuna do Sertão. Cerca de 200 mil servidores, entre ativos e aposentados, serão beneficiados pelas mudanças, conforme o Campo Grande News.

O governo alega que os valores já estão previstos na Lei Orçamentária Anual de 2026. Convenientemente, “já estava no orçamento” — como se enfiar bilhões no orçamento antes e gastar depois tornasse o rombo menos real.

Expansão, não racionalização

Para dar verniz de eficiência, o governo transformou 1.392 cargos efetivos vagos em apenas 428 novos, segundo a Exame. Mas a matemática não engana: a criação líquida de mais de 24 mil posições mostra que o movimento é de franca expansão da máquina, não de racionalização.

Enquanto o setor privado convive com a Selic a 14,75% ao ano, crédito caro e burocracia crescente, o governo escolhe ampliar os próprios quadros com dinheiro do contribuinte. O FMI projeta crescimento de apenas 1,6% para o Brasil em 2026 — um cenário que deveria impor cautela fiscal, não farra com cargos públicos.

Aceno eleitoral com dinheiro alheio

A desaprovação do governo Lula já supera 50% em diversas pesquisas — 51% segundo a Quaest, 52% pela Paraná Pesquisas — e outubro se aproxima. Não é preciso ser analista político para enxergar a motivação: beneficiar 200 mil servidores e suas famílias às vésperas de uma eleição é o tipo de gesto que transforma gratificação em gratidão nas urnas.

O contribuinte brasileiro, que já arca com uma das maiores cargas tributárias do mundo, agora financia mais R$ 5,3 bilhões em expansão de máquina pública enquanto o país cresce a passos de tartaruga. A conta, como sempre, fica para quem não tem estabilidade, não tem reajuste garantido e não tem lobby em Brasília.

Fontes

  • Exame — https://exame.com/brasil/lula-sanciona-projeto-que-reestrutura-carreiras-do-servico-publico-veja-o-que-muda/
  • Campo Grande News — https://www.campograndenews.com.br/politica/sancionada-lei-que-reestrutura-carreiras-do-executivo-com-impacto-de-r-5-3-bi
  • Tribuna do Sertão — https://www.tribunadosertao.com.br/financas/2026/03/30/880807-lula-sanciona-lei-que-reestrutura-carreiras-e-reajusta-salarios-de-servidores-impacto-sera-de-r-53-bi

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