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The Economist classifica Lula como incoerente no exterior e impopular no Brasil

A revista britânica aponta inconsistências na política externa de Lula, especialmente no apoio ao Irã e ao Brics, enquanto a avaliação negativa do mercado sobre a economia ating...

Por Henrique Sales · Analista de Geopolitica

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TL;DR · 4 min de leitura

A revista britânica aponta inconsistências na política externa de Lula, especialmente no apoio ao Irã e ao Brics, enquanto a avaliação negativa do mercado sobre a economia ating...

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi classificado como “incoerente no exterior” e “impopular em casa” pela revista The Economist em reportagem publicada em 29 de junho de 2025, segundo a BBC. A crítica destaca a alinhamento do governo brasileiro a regimes autoritários, como evidenciado pelo posicionamento sobre a ofensiva iraniana em junho desse ano, e pela ausência de contato com Donald Trump. O Itamaraty afirmou que a condenação ao ataque de Israel e Estados Unidos ao Irã foi compatível com o direito internacional, mas contrasta com a postura de democracias ocidentais. A análise da revista britânica também aponta que a política externa de Lula, marcada por cerco a China e Rússia, reforça a percepção de afastamento do Ocidente. BBC News Brasil destaca ainda que a participação do Brasil no Brics, dominado por agendas chinesas e russas, agravam essa inconstância estratégica.

Em seu discurso de 10 de abril de 2023, Lula reclamou das críticas ao seu governo, afirmando que o mercado “não tem coração, sensibilidade, humanismo”, e defendeu a importância de ouvir as avaliações econômicas para corrigir trajetórias. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrentou pressões internas pelo arcabouço fiscal mais rígido, mas o presidente ressaltou a necessidade de equilibrar demandas do mercado com a esquerda. Segundo o Quaest, a avaliação negativa do mercado sobre Lula atingiu 90% em dezembro de 2024, com apenas 3% de agentes econômicos elogiando a gestão. Essa insatisfação reflete a divergência entre as expectativas de crescimento e a realidade de desafios fiscais, como o déficit primário de 0,50% do PIB em 2026, segundo projeções do Jornal PP.

Ao contrário de focar apenas na narrativa de incoerência diplomática ou nas críticas do mercado, a matéria investiga como a soma de decisões fiscais, como a isenção do IR para contribuintes de até R$ 5 mil, e a falta de transparência no arcabouço tributário, agravam a crise de confiança. Enquanto políticos e analistas debatem a dívida social como “impagável”, como afirmou Lula em julho de 2024, o governo enfrenta pressão para redefinir prioridades que equilibrem gastos sociais e sustentabilidade pública. A ausência de diálogo com o setor privado e a postura confrontacional com o FMI, exemplificada pelo recuso em ajustar a regra fiscal, revelam um padrão de governança que prioriza retórica do que soluções concretas. O Globo mostra como Lula, desde o primeiro milênio de mandato, tenta conter críticas, mas repete erros que desgastam a credibilidade de seu projeto.

Política externa de Lula: alinhamento com Irã e BRICS sob escrutínio

No dia 22 de junho, o Itamaraty condenou os ataques de Israel e dos Estados Unidos ao Irã, classificando a ofensiva como violação da soberania iraniana e do direito internacional, posição que divergiu das democracias ocidentais bbc.com. A revista britânica The Economist aproveitou o episódio para classificar a postura brasileira como parte de uma política externa incoerente do presidente Lula. Segundo a publicação, a aproximação do Brasil com Teerã ganha peso na cúpula do BRICS marcada para 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro. O texto ressalta que o bloco passou a incluir o Irã em 2024 e hoje é dominado pelas agendas de China e Rússia.

A The Economist sustenta que a participação do Brasil em um BRICS ampliado e com perfil mais autoritário faz o país parecer cada vez mais hostil ao Ocidente bbc.com. A revista observa ainda que Lula não teve qualquer encontro presencial com Donald Trump, tornando o Brasil a maior economia sem contato direto com o presidente americano. Em contraste, o petista priorizou reuniões com Xi Jinping, a quem encontrou duas vezes no ano passado, e viajou à Rússia em maio para as comemorações dos 80 anos da vitória soviética. Na ocasião, tentou sem sucesso convencer Vladimir Putin a aceitar o Brasil como mediador do conflito na Ucrânia.

Para contribuintes e empresários brasileiros, o custo político desse alinhamento recai sobre a percepção de estabilidade institucional e de confiança com parceiros tradicionais de comércio. O distanciamento de Washington e a proximidade com regimes sob sanções dificultam negociações de acesso a capital e tecnologia ocidentais. Historicamente, o Brasil construiu sua inserção externa sobre o pragmatismo comercial, o que torna a guinada atual um risco para a atração de investimento produtivo.

Avaliação do mercado financeiro: 90% veem governo Lula com negatividade

A pesquisa Genial/Quaest revelou que 90% dos agentes econômicos avaliam de forma negativa o terceiro mandato de Lula, com apenas 3% de percepção positiva e 7% regular cnnbrasil.com.br. O levantamento ouviu economistas de 105 fundos de investimento em São Paulo e no Rio entre 29 de novembro e 3 de dezembro de 2024. O patamar de rejeição repetiu o pico verificado já em março de 2023, no início do governo. O mercado financeiro aponta a deterioração das contas públicas como motor central dessa insatisfação.

O mesmo estudo mostra que o arcabouço fiscal e a reforma tributária chegaram a ser vistos como impulsionadores em julho de 2023, mas perderam força diante do pacote de contenção de gastos anunciado no fim de novembro cnnbrasil.com.br. O pacote previa economia de mais de 70 bilhões de reais entre 2025 e 2026, porém foi mal recebido por ser considerado insuficiente. O anúncio simultâneo da isenção do Imposto de Renda para rendas até 5 mil reais foi lido como erro de sinalização fiscal. Investidores interpretaram a medida como concessão eleitoreira em momento de aperto orçamentário.

Na visão do presidente, as críticas do mercado e da esquerda radical serviriam para mantê-lo no centro do espectro político, segundo relatou em cerimônia aos 100 dias de governo investnews.com.br. Na prática, o PT pressiona por texto menos rígido e mais espaço para gastos, enquanto o mercado exige previsibilidade. O descompasso entre discurso de moderação e resultados fiscais mantém em alta o prêmio de risco para o empreendedor. O contribuinte segue pagando a conta do desencontro entre promessas e execução orçamentária.

  1. “Contexto histórico: dívida social e desafios fiscais desde 2023” O governo Lula enfrenta uma dívida social descrita como “impagável”, segundo o presidente próprio, que destacou falhas como a falta de alfabetização na década de 1950 e sete anos sem aumento da merenda escolar. A The Economist, em reportagem de 2025, vincula essa crítica à estratégia externa de Lula, que inclui apoio a países como China e Rússia, contrastando com a postura ocidental sobre conflitos como a guerra entre Israel e Irã. O texto da BBC destaca que a participação do Brasil em uma cúpula do Brics em julho de 2026 reforçará essa narrativa de “incoerência” internacional.

A pressão fiscal no Brasil persiste, com o déficit primário do setor público projetado em 0,50% do PIB para 2026, superando a meta de 0,25% de tolerância. A fonte do JournalPP (setembro de 2026) aponta que projeções independentes indicam déficits maiores devido a gastos não contabilizados, como precatórios e despesas com defesa, que não estão incluídos no cálculo do governo central. Isso cria um desalinhamento entre as metas oficiais e a realidade orçamentária, agravando a insustentabilidade das contas públicas.

Essa situação reflete um ciclo histórico de promessas orçamentárias não cumpridas. Desde a década de 1950, o Brasil acumula dívidas sociais por negligência em políticas sociais básicas, enquanto hoje enfrenta um arcabouço fiscal restrito por pressões do mercado. A combinação de gastos públicos elevados e compromissos internacionais, como a mediação em Ucrânia, evidencia uma gestão que prioriza simbólica sobre sustentabilidade, repetindo padrões de dissolução financeira do passado.


  1. “Impactos futuros: eleições de 2026 e instabilidade global” Com as eleições de 2026 se aproximando, o governo Lula enfrenta riscos de “ponto de inflexão” para a democracia brasileira, segundo o órgão editorial do BBC. A The Economist alerta para a combinação de críticas externas ,como a percepção de alinhamento com regimes autoritários, e descontentamento interno, especialmente em setores econômicos afetados pelo déficit. AFailure do arcabouço fiscal em 2027 pode ser um fator decisivo, já que a dívida líquida do setor público é projetada para atingir 69,87% do PIB em 2026.

A instabilidade global também pesa no cenário. Conflitos em Gaza, Irã e Ucrânia, somados ao avanço da extrema-direita no Brasil, criam um ambiente volátil que exige políticas consistentes. O BBC destaca que a relação frágil entre Lula e os EUA, reforçada pela ausência de reuniões com Donald Trump, pode isolar o Brasil diplomaticamente. Além disso, a participação do país no Brics, dominado por China e Rússia, é vista como um retrocesso em relação aos valores democráticos ocidentais, alimentando descontentamento entre eleitores liberais.

A interseção entre crise fiscal, dívida social e tensões geopolíticas pode redefinir a agenda do governo nos meses finais de mandato. Se o governo não conseguir conter as críticas externas e os danos à imagem do Brasil no cenário internacional, a eleição de 2026 pode ser marcada por um rompimento com a continuidade do PT. A pressão por um “ponto de inflexão” reflete a fragilidade de um mandato que tenta equilibrar demandas econômicas, sociais e externas em um contexto de fragmentação política.

O cenário de desajuste entre a retórica e a prática

A análise da revista britânica The Economist revela um descompasso estratégico que afeta a credibilidade internacional do Brasil. Enquanto o governo tenta projetar uma imagem de mediador global, o alinhamento com o bloco do Brics e a aproximação com regimes autoritários criam um isolamento em relação às democracias ocidentais. Esse comportamento gera incertezas para investidores que buscam previsibilidade geopolítica e segurança jurídica. A política externa parece priorizar o simbolismo ideológico em detrimento de parcerias comerciais sólidas com potências tradicionais.

O descontentamento do mercado financeiro não é um fenômeno recente, mas um processo de erosão contínua. Dados da CNN Brasil mostram que a percepção negativa dos agentes econômicos atingiu níveis críticos devido à deterioração das contas públicas. O governo frequentemente responde a essas críticas com argumentos de dívida social, o que sinaliza uma dificuldade em conciliar o compromisso com o equilíbrio fiscal e a expansão de gastos. Essa postura cria um ciclo de desconfiança que impacta diretamente o custo de capital no país.

Os números atuais reforçam a gravidade do quadro fiscal enfrentado pelo país. Segundo projeções do Jornal PP, o déficit nominal para 2026 caminha para um patamar elevado de 8,78% do PIB. O aumento nas estimativas da dívida líquida do setor público demonstra que as medidas de contenção de gastos ainda não foram suficientes para estabilizar a trajetória de endividamento. Sem uma mudança estrutural na gestão das despesas, o Brasil corre o risco de enfrentar um cenário de juros persistentemente altos e crescimento estagnado.

The British magazine The Economist labeled President Lula’s foreign policy as incoherent and his domestic popularity as low, highlighting tensions with Western allies. Recent polling by Genial/Quaest indicates that 90% of market agents view his administration negatively, reflecting deep fiscal concerns. The government’s projected primary deficit for 2026 is set at 0.5% of GDP, a figure that remains below the target of a primary surplus. These dynamics point to a president navigating a narrow corridor between fiscal discipline and social spending demands.

The upcoming 2026 elections will test whether the administration can translate criticism into political capital. Balancing the arcabouço fiscal with the pressure for social programs will determine the credibility of the government with investors and voters alike. International alignments, especially within the Brics and relations with the United States, will continue to shape Brazil’s diplomatic standing. A escolha entre coerência e expediência definirá o legado de Lula?

Perguntas Frequentes Por que The Economist acusou Lula de incoerência no exterior? A revista apontou que a posição do Brasil sobre o conflito entre Israel e Irã divergiu de aliados ocidentais e que a proximidade com o Irã no Brics reforça a percepção de alinhamento anti-Ocidental.

Qual a avaliação do mercado financeiro sobre o governo Lula em 2026? A pesquisa Genial/Quaest mostrou que 90% dos agentes econômicos avaliaram negativamente a gestão Lula, enquanto apenas 3% a consideram positiva.

Qual a previsão de déficit primário para 2026 segundo o Focus? O Focus projeta déficit primário de 0,5% do PIB para 2026, mantendo a meta de superávit primário de 0,5% no governo central.

Como o governo Lula está lidando com a pressão por políticas sociais e fiscais? Lula tem enfrentado críticas por gastar em programas sociais enquanto tenta equilibrar as contas públicas, gerando tensão entre demanda social e disciplina fiscal.

Quais são as principais críticas à política externa do Brasil sob Lula? As críticas à política externa giram em torno da suposta incoerência ao apoiar o Irã e ao mesmo tempo buscar mediar o conflito na Ucrânia, afastando-se dos EUA.

Fontes
  • bbc.com — https://www.bbc.com/portuguese/articles/cgq77yl880xo
  • oglobo.globo.com — https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2023/04/lula-reclama-de-criticas-a-economia-em-seus-primeiros-cem-dias-se-for-governar-pensando-nisso-e-melhor-desistir.ghtml
  • investnews.com.br — https://investnews.com.br/economia/lula-diz-que-criticas-de-mercado-e-a-esquerda-o-farao-governar-pelo-centro
  • cnnbrasil.com.br — https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/avaliacao-do-governo-lula-e-negativa-para-90-do-mercado-diz-quaest
  • cartacapital.com.br — https://www.cartacapital.com.br/politica/lula-volta-a-rebater-criticas-sobre-gastos-do-governo-e-diz-haver-uma-divida-social-impagavel
  • jornalpp.com.br — https://jornalpp.com.br/noticias/economia/deficit-primario-do-setor-publico-em-2026-segue-em-050-do-pib/

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